"Vem assim, calado. Ziguezagueando, desviando, distraído. Distraindo. Vem sem rumo, sem pressa, sem motivo. Vem chegando, vai saindo. Vai ficando. Um sorriso, um olhar, nenhuma palavra. Vem tão quieto falando tanto. Vem distante se aproximando da alma minha. Vem se camuflando numa conversa à toa. Vem dizendo que vai sair, vem querendo nem vir. Mas vem pra ver se tá tudo bem dentro de mim. Vem e me confronta com o silêncio da nossa solidão. Vem e me sorri o coração. Vem tão manso amansar-me a vida. Vem cheio de rodeios, com tantos anseios. Vem tentando desviar, vem sem saber onde quer chegar. Vem com os toques teus, acaricia-me os cabelos, o corpo, a alma… Vem com tantas palavras, tantas loucuras. Doces devaneios! Vem disfarçando essa disparidade, discrepância. Vem embalando-nos no ritmo da última canção da lua. Vem e deita-se no meu peito, encosta-se em mim, beija-me a nuca e quando vejo isso já não tem mais fim. Pois uma hora tu vens, outra hora nem te vejo mais. Pois tu vens e sempre queres partir… E depois sempre queres voltar… Pois tu vens, meu bem. Vem só para o meu amor despertar. Pois tu vens e quando partes… Deixa minha alma a sozinha cantar."
— Abismo do amor, Vem pra ficar.
"Não me soltas não, benzinho. Vem e segura minhas mãos. Segura o meu corpo contra o teu daquela maneira que nós gostamos. Segura o meu rosto com as tuas mãos grandes e dá um beijo na minha testa. Vem. Me segura. Segura-me no teu colo, me mantém ao lado teu. Vem aqui e seja o meu chão; não me deixe cair. E me puxe quando eu quiser correr! O abismo é perto, eu posso escorregar… Mas não quero; tu sabes… É só em ti que eu gosto de afundar.
Vem. Afunda-me. Afaga-me. Beija-me e deseja-me. Acaricia-me a alma e o coração. O corpo também. Vem. Me ama! Pode vir errado que eu te ajudo a acertar. E pode vir com pressa que meu corpo junto ao teu aproxima a calma. Pode vir com a alma, que eu a mantenho bem presa à minha. Pode vir transtornado, que o silêncio dos beijos meus pacificam-te o corpo. Pode vir, enfim, de corpo, alma e coração. E aproveita também e traga um pouquinho de amor… Que é pra adocicar o coração e levar o amargo da solidão."
Vem. Afunda-me. Afaga-me. Beija-me e deseja-me. Acaricia-me a alma e o coração. O corpo também. Vem. Me ama! Pode vir errado que eu te ajudo a acertar. E pode vir com pressa que meu corpo junto ao teu aproxima a calma. Pode vir com a alma, que eu a mantenho bem presa à minha. Pode vir transtornado, que o silêncio dos beijos meus pacificam-te o corpo. Pode vir, enfim, de corpo, alma e coração. E aproveita também e traga um pouquinho de amor… Que é pra adocicar o coração e levar o amargo da solidão."
"
Dei minha palavra, minha honra, meu respeito
Todas as verdades e olhares que podia
É com qual coragem que você me repudia
Pra você dediquei a minha vida
Levo desse amor, o seu rancor e uma ferida
Apesar de tudo, não te odeio
Mas sem tua boca inclino a morte sem receio
— Los Hermanos
"Como é fácil dizer “eu te amo”… Como é difícil amar!
Como é difícil o amor…
Como é difícil o sentir!"
Como é difícil o amor…
Como é difícil o sentir!"
"Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"
— Mário Quintana, Do amoroso esquecimento



